Mar

Estamos a Oeste, refugiados. Aguardaremos a nesga na abertura das fronteiras para amanhã regressarmos. Quatorze dias passados deste Novembro dum ano que nos ficará retido, oito meses depois continuamos no mesmo estado, talvez piores. Conhecemos muito melhor o que temos pela frente, perdermos o medo do total desconhecimento, mas continuamos receosos e prudentes. Em órbita, o céu está cinzento, azul manchado de branco suave. O sol aparece de quando em vez, deixa de nos aquecer no restante. O mar alto, bravo, aguarda por nós, enche o areal, entra terra adentro, liberto, não tem barreiras e não teme nenhum ser. Por momentos, acalma para logo depois voltar a rugir, furioso, selvagem. Assim estamos nós, aguardando, vivendo, indo e vindo, acompanhando o impacto das vagas.#VaiFicarTudoBem

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