Mercado de Lagos


As férias Algarvias não são férias sem as idas ao mercado. Tal como as igrejas  são locais sempre frescos e cheios de inúmeros cheiros e cores. 
Dei por mim a pensar quāo bem cheiram, por aqui, as bancas do peixe. Os pequenos bichos, cinzento-prateado na sua maioria, reluzem de frescura. A simpatia e a calma são regra. Escolhe-se, conversa-se, pede-se conselhos, decide-se o tipo de amanho pretendido, recebe-se uma senha e somos convidados, com um sorriso, a fazer as restantes compras para aproveitar os dez minutos de demora. A variedade não é muita mas quem precisa de variedade quando tem sardinha, lula, choco, besugo, carapau, robalo e dourada do mar além de outros exemplares menos usuais como o atum fresco, a anchova ou a sarda.
A segunda parte deste prazer é preparar a brasa, condigna desse nome, e grelhar o que se trouxe. Finalmente, a terceira parte, desgustar os ditos exemplares acompanhados de batatas cozidas, salada, azeite e pão. Uma das melhores iguarias que podemos disfrutar neste rectângulo à beira-mar plantado. 
Na banca dos legumes, sempre a mesma ao longo destes anos, fica-se a saber, em perfeito e sonoro algarvio, das novidades, o casa descasa do "jet set", as últimas graças e desgraças cá da terra. Além da sempre boa conversa, traz-se para casa batatas, legumes e fruta de primeira qualidade para acompanhar e complementar, como atrás referi, o peixinho. 
Falta só o pão, a água e o vinho que se compram no InterMarché. Não estranhem! Tem, realmente, o melhor pão da região. Somente é preciso ter sorte e chegar quando uma nova fornada está a sair.
Para variar, um pouco, hoje estamos a preparar uma caldeirada. Já começa a cheirar. Tenho que ir dado que começo a ficar com água na boca, o que é bom sinal.

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